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Capela na Encosta
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MPGAA: Capela, Itaipava, RJ

Em terreno privado em Itaipava, distrito de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, o escritório Miguel Pinto Guimarães Arquitetos Associados projetou uma capela, com 32 metros quadrados de área, que paira sobre um espelho d'água. 

Inédita no portfólio do escritório MPGAA, a encomenda de um projeto para uma capela privada na região serrana fluminense levou o arquiteto carioca Miguel Pinto Guimarães a buscar referência na arquitetura colonial (nos séculos 18 e 19, praticamente toda fazenda contava com espaço religioso próprio).
A obra concluída em novembro de 2016 está implantada em lote de 26 mil metros quadrados em Itaipava – região que conta com muitas dessas residências históricas do Brasil Colônia, período em que o programa era tão comum. “Há 15 anos, fizemos o projeto de uma casa de campo para um cliente, que a vendeu para um novo proprietário. Após comprar diversos terrenos ao redor, ele nos contratou para elaborar a capela privada nessa encosta especial”, explica Guimarães.
Com materiais similares aos da residência, a nova construção é composta por uma caixa de vidro implantada na ponta de uma passarela com 4 metros de largura - apoiada sobre pilares centrais, a sensação é que a estrutura flutua sobre o lago criado especialmente para o projeto.

O invólucro, formado por 25 pórticos retangulares em aço cortén de alturas variadas, que parece emergir das águas, arremata a proposta. Para o autor, essa fachada dialoga com o estilo Barroco por meio de seu desenho, que extrapola o limite do edifício. As molduras metálicas, assim, são como esculturas no espaço. “Exatamente como as esculturas e altares barrocos que rompiam o limite do seu suporte físico”, acrescenta.
Já a presença de brises (os pórticos geram sombra e privacidade ao ambiente interno) e o formato curvo da planta baixa e da fachada são inspirados em edifícios modernistas, principalmente os de Oscar Niemeyer e Sergio Rodrigues, revela o titular do MPGAA.
O escritório, com sedes no Rio e em São Paulo, ainda desenhou todo o mobiliário, executado em madeiras cumaru e peroba. Intimista, a pedido do cliente, o conjunto de 32 metros quadrados tem capacidade para cerca de 20 pessoas sentadas. A iluminação dramática, propícia a um espaço de orações, é de autoria do escritório especializado em óperas, teatro, concertos musicais e desenho de luminárias, Maneco Quinderé e Associados. 
Ficha Técnica

Capela GN 
Local Itaipava, Petrópolis, RJ 
Início do projeto 2016 
Conclusão da obra 2016 
Área do terreno 26.000 m²
Área construída 32 m²
Arquitetura Miguel Pinto Guimarães Arquitetos Associados - Miguel Pinto Guimarães (autor); Renata Duhá (coordenadora); Rafael Amorim (equipe) Design de interiores Miguel Pinto Guimarães Arquitetos Associados - Adriana Moura (coordenadora); Aline Soares (equipe)
Paisagismo CAP Paisagismo 
Luminotécnica Maneco Quinderé e Associados 
Estrutura: Projest Consultoria e Projetos 
Mecânica, Elétrica, Hidráulica e Engenharia Civil CMN Engenharia 
Fotos Leonardo Finotti 
Fornecedores
Set & Arte (esquadrias)
Zoboli (marcenaria)
Revista Projetos Design - edição 439

Prêmio Talento 2016 

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Gilberto Mascarenhas Barbosa do Valle ganhou o segundo lugar na categoria pequeno porte com o projeto Casa das Crianças na Quinta do Lago. A casa com 500 m2​ , teve como característica do projeto estrutura metálica, balanços e sistema de apoio não usuais. O projeto foi concluído em 2014, junto com a construtora CMN Engenharia e o projeto arquitetônico de Miguel Pinto Guimarães. 

Partido concilia edificações e paisagem

Nova sede do museu será construída na Barra da Tijuca e primeira fase deve ser concluída até 2017

Considerado o maior e mais significativo museu de arte popular do país, cujo acervo reúne mais de 8.500 peças de 300 artistas de 20 estados, o Museu Casa do Pontal mudará para novas instalações. O edifício, que será construído na Avenida Célia Ribeiro, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, em um terreno de 14 mil metros quadrados, foi projetado pelo escritório Arquitetos Associados, de Belo Horizonte.
De acordo com a administração do museu, a escolha pelo projeto levou em consideração a relação do edifício com a exuberante natureza da capital carioca. “O museu terá um bom destino nesse belo espaço cedido pela prefeitura. O projeto que estamos pensando é para a cidade”, afirmou Lucas Van de Beuque, diretor executivo da instituição. A previsão é de que a primeira fase da nova sede esteja concluída já no ano que vem.
A prefeitura informou que um grupo de construtores será responsável por levar adiante o empreendimento, como contrapartida das obras que estão sendo realizadas no entorno do atual prédio do museu, no Recreio dos Bandeirantes.
Para acomodar o acervo – que já recebeu elogios do falecido escritor português e prêmio Nobel de Literatura de 1998, José Saramago – os líderes do Arquitetos Associados (André Luiz Prado, Alexandre Brasil, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel e Paula Zasnicoff) relatam terem desenvolvido um edifício cujo projeto partiu, de um lado, do reconhecimento das especificidades do museu atual, e, de outro, das características do novo sítio, da paisagem e da geografia do futuro endereço da instituição.


  1. Perspectiva Museu Casa do Pontal
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  4. Perspectiva Museu Casa do Pontal
Ficha Técnica:

MUSEU CASA DO PONTAL
Local Rio de Janeiro, RJ
Data do início do projeto: 2015
Área do terreno: 13.275,22 m2
Área construída: 4.962,18 m2
Arquitetura Arquitetos Associados: Alexandre Brasil, André Luiz Prado, Bruno Santa Cecília, Carlos Alberto Maciel, Paula Zasnicoff (autores), Rafael Gil Santos (desenvolvimento), Mayra Reis (estagiária)
Cálculo estrutural: Projest
Instalações prediais: Fernog
Prevenção e combate a incêndios: Sugan
Ar condicionado e exaustão: Climar
Conforto térmico: Casa do Futuro
Esquadrias: N2
Paisagismo: Burle Marx
Construção, gestão e coordenação dos projetos: Technion

O quinteto reconhece as virtudes das atuais instalações do museu, que qualificam como “síntese entre paisagismo notável e edificações austeras”, observando que o futuro prédio procura se comportar da mesma maneira. O novo edifício repropõe essa interação através do cuidado com a escala, quando visto à distância, e de um detalhado estudo da sequência de espaços internos, que alterna interiores, pátios e jardins, de modo a propiciar uma experiência qualificada dos espaços expositivos e de permanência, escrevem os autores no memorial.
O terreno destinado à edificação possui geometria regular e topografia plana, com vegetação pouco significativa e vistas próximas sem maior interesse, segundo os arquitetos. Os visuais longos apresentam potencial de exploração controlado. Por isso, que, na proposta deles, tão importante quanto à edificação é a construção da paisagem.

Museu Casa do Pontal 
Para os integrantes do Arquitetos Associados, trata-se de uma arquitetura materialmente singela que procura reforçar a delicada relação com o acervo, porém potente o suficiente para não desaparecer na paisagem de casas unifamiliares do entorno.
Uma composição que mescla áreas edificadas (constituídos basicamente de concreto, madeira, vidro), vegetação e jardins elevados reforça o sentido que o projeto deu à intervenção: o de servir de suporte para o acervo. A sequência expositiva estabelecida começa no térreo e encerra-se no segundo pavimento – é, no entanto, pontuada por intervalos, o que, na avaliação dos autores, acentua a experiência da paisagem.
O trajeto passa pelo pátio central – elemento que, integrado ao acolhimento e à exposição temporária, é o protagonista – oferecendo uma grande diversidade de espaços quanto à proporção, luz, altura, introspecção e abertura.
Embora o início do percurso seja no térreo, o projeto incluiu entradas alternativas (quatro) para permitir a exploração a partir de caminhos diferentes.


Fonte: Publicada originalmente em ARCOweb em 11 de Julho de 2016

Dois apês cariocas viram uma cobertura com direito a ofurô e chuveirão
Fotos
A integração tornou transparente a fronteira entre os ambientes internos e externos, moldados com materiais básicos em tons claros – paleta sob medida para o estilo minimalista do proprietário, um estrangeiro que se divide entre os dois lados do Atlântico.

Por Por Simone Raitzik | Projeto House in Rio | Fotos André Nazareth
access_time19 jan 2017, 14h15 - Publicado em 11 maio 2015, 20h57


As longas temporadas no Brasil despertaram uma vontade no jovem empresário europeu: a de ter seu cantinho no Rio de Janeiro – de preferência, cercado de vistas abertas e próximo da praia. Não importava a idade do imóvel nem seu estado de conservação. O essencial, para ele, era que fosse uma cobertura com direito a terraço, muita luz, sol e a possibilidade de visualizar no horizonte alguns cartões-postais cariocas. Pois o sonho se materializou não em uma, e sim em duas unidades vizinhas num prédio antigo de Ipanema. A ideia de uni-las pareceu uma empreitada grande e arriscada mas viável. “Nós nos vimos diante de uma provável obra de peso, que mexeria na configuração original inteira. O fato de ambos os apartamentos estarem muito comprometidos acabou incentivando nosso cliente a fechar negócio. A proposta, ali, era realmente voltar à estaca zero”, explica o arquiteto Rodrigo Cardoso, sócio no escritório House in Rio, que cuidou da reforma.
Assim que o quebra-quebra começou, surgiram algumas surpresas, como o pilar em V no estar. “Poderia ser problemático, porém acabou virando um charme. Tiramos partido da estrutura aparente para não esconder o passado do imóvel”, acrescenta ele, que realizou reforços em determinados pontos por meio de vigas metálicas escondidas no rebaixo de gesso.
Nos revestimentos, o conceito foi escolher as opções mais simples e básicas possíveis (sem deixar a qualidade de lado) com o intuito de refletir o descontraído, ensolarado e relaxante estilo de vida à beira-mar. Um exemplo? O porcelanato, que imprime seu visual cimentício ao piso da parte social. “É bem prático. Aqui, não há problema em chegar molhado da praia ou do terraço depois de tomar uma chuveirada ou um banho de ofurô”, diz o arquiteto.
Seguindo a filosofa do proprietário, que buscava ambientes claros e com matérias-primas naturais, o tom das paredes é neutro. Outra premissa do projeto reside na transparência do vidro. O corredor voltado para a área externa se fecha com painéis móveis, criando um franco diálogo com a natureza ao redor. “Foi um desafio desenhar a planta tendo em mente o aproveitamento máximo da vista, que acompanha toda a circulação, e conseguindo implantar três generosas suítes, das quais o dono fazia questão. Por termos juntado duas unidades, a distribuição dos cômodos foge dos padrões, mas tem personalidade e funciona bem no dia a dia”, aponta Rodrigo, que assina o projeto em parceria com o sócio, o arquiteto francês Jean-Luc Boucharenc.
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  2. NAME OF PRODUCT

Irregular porém bem resolvida​​

Quando os dois apartamentos se uniram, a cobertura ganhou formato pouco convencional. Por isso, a distribuição surpreende em alguns pontos – como a ligação de uma das suítes com o estar, que, por sua vez, integra-se à cozinha.
Área: 300 m²; Projeto estrutural: Projest Consultoria e Projetos; Construção: Áreas engenharia; Paisagismo: Embyá.
Dois apartamentos viram uma cobertura - Casa.com.br 
Pavilhão 06 do Rio Centro

Dados:

Local: RJ,Brasil
Início do projeto: 2015
Conclusão da obra: 2016
Área do terreno: 586.643m²
Área construída: 9.361m²

Tipo de obra: Galpões
Tipologia: Comercial
Materiais predominantes: Vidro
Ambientes e Aplicações: Arquibancadas, 
Coberturas planas e inclinadas
Galpões

O Comitê Olímpico Brasileiro convidou o escritório RAF Arquitetura para transformar a arena dos jogos olímpicos – que recebeu as competições de boxe e vôlei sentado – no novo Pavilhão 06 do Rio Centro. 
Foto/Imagem:LMartins Fotografia

Arquitetura: RAF Arquitetura - Rodrigo Sambaquy, Anibal Sabrosa, Flávio Kelner, Henri Medalla e Guilherme Carvalho (autores). Marcelo Santos, Rodrigo Scorcelli, Milton Sampaio, Alex Felizardo, Fábio Dayube, Daniela Grave, Fernanda Raimundo e Filipe Antunes (arquitetos colaborares)
Engenharia Estrutural - Estrutura Metálica: Limonge de Almeida - MG - Luiz Alberto L.
Gerenciamento/Coordenação:INCHAUSTI-ONETEK Engenharia - Fatima Leite
Projeto de Climatização e Ar-condicionado: Vetor - RJ - Jorge Sardinha
Projeto de Fundação: Projest - RJ - Marcello do Valle
Projetos de Instalações Hidráulicas/Elétricas: Cemope - Lauro C. Barcelos
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Fornecedores desta obra

Luminárias : Philips
Vidros: Cebrace
Placa Cimentícia: Brasilit
Estrutura metálica: Dagnese
Portas: DKS Barras
Telhas metálicas: Grupo MBP

Pavilhão 6 - Rio Centro

A altura da paisagem

Texto: Tais Mello

Com o privilégio de ter uma das mais belas vistas da cidade do Rio de Janeiro – a Pedra da Gávea, o maior bloco de pedra à beira mar do mundo –, a Casa AL reúne, ainda, tudo o que o morador mais exigente deseja em seu lar: o mar e a vegetação tropical da mata atlântica praticamente à sua porta.
Mas inseri-la com o melhor enquadramento nesse terreno privilegiado exigiu do arquiteto Arthur Casas criatividade. “O terreno bem localizado na costa do morro de São Conrado era muito denso e baixo, não oferecia essa vista ampla e total para o mar. Para chegar até ela, elevamos a casa, e isso valorizou o projeto”, expõe.
Programa enxuto
Com programa enxuto, o primeiro andar funciona como intermediário e reúne sala de estar e sala de TV, cozinha, cozinha gourmet integrada e sala de jantar. No pavimento superior estão escritório, suíte com closet e banheiro, que se abre para a vista mantendo a privacidade. Há, também, um SPA aberto. No piso inferior ficam duas suítes de hóspedes, área de serviços e um apartamento munido de uma segunda cozinha. “Há uma leveza na casa que é refletida no próprio programa, porque ele é aberto e simples”, reflete Marina Werfel.
Privilegiar a privacidade e as vistas gerou uma surpresa na arquitetura da residência. Marina explica que os convidados entram por uma galeria e inicialmente não sabem muito bem o que esperar. “A impressão é causada pela mudança de pé-direito da sala. Já a forma horizontal do projeto, presente em toda estrutura em balanço, abriga uma varanda com frente para o mar”.

Ficha Técnica

Arquitetura: Studio Arthur Casas
Autor: Arthur Casas
coautores: Marina Werfel, Regiane Khristian e Renata Adoni
Engenharia: CMN
Consultores: Renata Tilli (paisagismo); Maneco Quinderé (iluminação); Projest (estrutura); Noise (automação); Panoramah (esquadrias)
Fornecedores: RB Engenharia, Hydrotech (madeira); Palimanan, Yapo, Pagliotto, Rafael Peluccio (pedras); Primo Vidros (vidros e espelhos); Bloquete e Cia (concreto); Itaarte, Mont Blanc, Galeria de La Pietra (mármore); Portobello, Portinari/Cecrisa, Recesa, Colortil (cerâmica); Jatoba, Atlas, Vidro Real (azulejos e pastilhas); Doc, Tecnofial, Eurocentro, Arcanduva, Snaldi (esquadrias); Secca (grade metálica); Metalbagno, Altero, Mekal (metalurgia)
Design de interior: Casual; Micasa; Varuzza; Nanni Chinelatto; Atelier Ricardo Fasanello; Dpot; Arthur Decor; Emporium Cortinas; Passado Composto
Fotografia: Fernando Guerra
​​Fonte: Galeria da Arquitetura
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Casa AL - Joá 
Richard Meier projeta seu primeiro edifício no Brasil
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O arquiteto norte-americano Richard Meier, vencedor do Pritzker de 1984, desenvolveu seu primeiro projeto na América do Sul. Os escritórios Leblon, que serão edificados no Rio de Janeiro, serão uma construção sustentável, com tecnologia de ponta e servirão como nova sede da empresa Vinci Partners no Brasil.

O design consiste basicamente em espaços abertos e em uma série de terraços que criam uma conexão direta com a artéria urbana da avenida Bartolomeu Mitre. Serão dez andares - sendo três subterrâneos -, com um total de 25 m de altura e uma área de 6.500 m². O edifício inteiro vai ser rebaixado da fachada urbana e mascarado com um cuidadoso composto de grelhas desenhadas para manter o máximo de luz solar e a privacidade no lado oeste. Ao leste, a construção foi afastada dos vizinhos para criar um ambiente interno e prover a luz natural do dia em duas posições para todos os espaços de escritório. O projeto se estende entre o plano livre com precisão refinada de alumínio branco e vidro e o concreto e a vegetação no espaço interno.

De acordo com Bernhard Kapf, parceiro de design encarregado do projeto, "cada elemento da organização do edifício reflete um foco ambicioso em arquitetura sustentável e no uso de materiais eficientes e soluções de construção". Segundo ele, o escritório de Richard Meier se sente honrado com a oportunidade de desenvolver um primeiro trabalho no Brasil. "Nós esperamos que a nova construção seja não só sustentável e eficiente, mas também que se adapte da melhor forma à região do Leblon", afirma.

O projeto, que foi contratado pela construtora Nova Isabel, será realizado com a parceria do escritório RAF Arquitetura, que tem sede no Rio de Janeiro e em São Paulo, e com a consultoria da Projest Consultoria e Projetos.

Fonte:http://piniweb.pini.com.br/
Desenvolvido em parceria com o escritório RAF Arquitetura, prédio comercial será
construído no Rio de Janeiro.
Richard Meier 1º edifício no RJ
Lucas Rodrigues, da revista AU
2/Maio/2012

Reforma amplia casa no Rio, mas mantém cobertura curva original​​

A varanda faz a extensão da sala. No piso, placas cimentícias de 1 x 1 m (linha Classic, cor travertino, da Solarium), adequadas a áreas externas, dialogam com a versão adotada lá dentro (linha Basic).

A varanda faz a extensão da sala. “Buscamos essa continuidade em todo o projeto”, revela o arquiteto.

No telhado original, tijolos maciços preenchem a laje pré-moldada de concreto. Por cima, telhas de barro dão o acabamento. À esquerda, vê-se a cobertura reta, de concreto armado aparente e apenas 15 cm de espessura, que delimita o novo módulo. Almofadas da Area objetos.

No fundo, as largas esquadrias de peroba-do-campo, originais da casa, foram mantidas e convivem com as novas, de alumínio anodizado. Fixou-se a lareira metálica giratória (Fireorb), importada pelos moradores, num vão de 40 cm de diâmetro no teto. Almofadas do Gabinete Duilio Sartori.

Na suíte do casal, a janela de peroba-mica, de 1,55 x 3 m, emoldura o bambuzal, que ladeia o terreno. Almofadas e mantas da Trousseau e da Fina Flor.

O banheiro se abre para o pátio interno através de uma porta de correr (2,10 x 2,40 m), com vidro laminado branco leitoso (10 mm). No boxe, mosaico de vidro (Vidrotil, ref. azul-marítimo).
O jardim traz luz natural também ao vão da escada.

O anexo aberto, onde ficam churrasqueira e forno de pizza, segue o padrão dos outros blocos novos da casa: laje de concreto fina, apoiada em pilares metálicos.

A piscina, reformada na segunda etapa da obra, foi forrada de mosaico de vidro (Vidrotil, ref. azul-celeste).

Com cerca de 40 m2, este é o lugar das refeições familiares nos fins de semana. A bancada (0,73 x 3,50 m) emprega granito aqualux. A estrutura do forno a lenha se embute na alvenaria, toda coberta de pedra-madeira em tom natural (Pedras Lolinha).

No nível da entrada estão ala social, cozinha e dependências de serviço. Outros dois pisos seguem o declive do lote. O mais baixo, antes acessado por fora, incorporou-se à área íntima por meio do prolongamento da escada social. Área: 360 M²; Construção: Jayme Plotkowski Arquitetura e Construção; Estrutura metálica: Projest Consultoria e Projetos; Paisagismo: Luiz Cancio Tudo começou aqui. Mantida na mesma posição da planta original, a cozinha recebe farta luz natural através das janelas em linha ao longo da bancada. os donos optaram por prateleiras e bancadas de aço (arkos inox), de padrão industrial, que deixam utensílios, panelas e alimentos à vista.
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Ampliada na segunda reforma por meio de anexos retilíneos, num flerte assumido com a estética modernista, esta casa manteve sua marca registrada: a cobertura curva de concreto pré-moldado
Por Por Simone Raitzik | Projeto André Piva | Fotos André Nazareth
access_time19 jan 2017, 15h50 - Publicado em 16 jul 2014, 23h27

Esquadrias de alumínio anodizado (Esquadrimar), fechadas com vidro laminado verde (10 mm), cercam a sala. O módulo com laje plana de concreto se apoia sobre pilares metálicos em forma de cruzeta, resultado de chapas de aço dobradas (Projest Consultoria e Projetos).
Um dinamarquês, uma espanhola. O casal, morador do Rio de Janeiro há quase duas décadas e eternamente enfeitiçado pela paisagem carioca, sempre teve dificuldade em entender a cultura local, que valoriza condomínios verticais, padronizados e compactos. “Acho impressionante como aqui, dependendo do lugar, um apartamento escuro, pequeno e voltado para a janela do vizinho é mais caro e disputado que uma casa grande, com jardim. Sim, a segurança pesa, mas a qualidade de vida, principalmente de uma família grande, muda quando se tem luz natural, espaço e vista aberta”, pondera o empresário. Pais de quatro filhos, ele e a mulher não titubearam quando surgiu a oportunidade de vender a cobertura onde viviam, em Copacabana, para comprar este imóvel no Cosme Velho, bairro residencial próximo ao Corcovado.
“Logo na primeira visita, nos apaixonamos pelo terreno, com mais de 2 mil m2, e pela construção que havia nele. Gostamos de sua estética crua, com pitadas modernistas”, conta o proprietário. Nem o ladeirão que leva à entrada nem as condições precárias da residência intimidaram a dupla, consciente da empreitada que estava por vir. Antiquados, fechados e mal iluminados, os ambientes pouco se beneficiavam da beleza dos arredores. “Chamamos o arquiteto André Piva para adaptar a morada a nosso estilo, que é muito básico, simples e busca o contato com a natureza.”
A obra, extensa, dividiu-se em duas etapas. A primeira envolveu a cozinha e o vão da escada que faz a ligação do térreo aos dois andares inferiores, onde ficam os quartos. A segunda interferência, mais radical, terminou quatro anos atrás e englobou a ampliação da sala, com o acréscimo de uma caixa envidraçada. “Unimos a curva à reta sem sobressaltos, inspirados nas elegantes linhas do Pavilhão Barcelona, de Mies van der Rohe. E, graças a toda essa transparência, a área externa se tornou mais usada, gostosa, com churrasqueira, forno de pizza e uma convidativa piscina. Outro investimento importante foi no paisagismo, que privilegiou espécies nativas e reforçou a sensação de estar no meio da floresta. O que se enxerga, por todo lado, são as várias texturas do verde”, descreve o arquiteto. Tudo isso aos pés do Cristo. Mais abençoado, impossível.
Reforma amplia casa no Rio, mas mantém cobertura curva original​

Prêmio Talento 2011 Categoria Sustentabilidade

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Categoria: Sustentablidade
Engenheiro: Marcello Graça Couto do Valle
Obra: Unidade de reassentamento 1 - Favela Pavão - Pavãozinho, Cantagalo - PAC, Rio de Janeiro (RJ)

O empreendimento é parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em uma parceria do Governo Federal e Governo Estadual. São dois blocos residenciais, com quatro pavimentos cada, em um terreno bastante íngreme e sem possibilidade de escoramento. O primeiro pavimento do bloco A é destinado a portadores de deficiência.
Devido à inclinação do terreno e à dificuldade de acesso ao local, foi decidido uso de estrutura metálica. O maior desafio, por conta das características do local, seria a execução das fundações e do primeiro nível de cada bloco. Para minimizar a situação, foi adotada uma modulação de pilares em cada divisa de apartamentos, com módulos de 6,40 m x 6,80 m, proporcionando liberdade para modificações internas.
Foram executados pórticos rígidos com travamento horizontal feito pelas lajes ligadas às vigas com conectores. Os travamentos foram feitos na zona abaixo do primeiro pavimento com perfis, sendo o contraventamento com barras descartado para evitar futuros cortes indevidos por moradores.
Para a falta de escoramento, as vigas foram calculadas para suportar os esforços de montagem somente com os apoios definitivos. As lajes do primeiro pavimento de cada bloco foram projetadas como pré-lajes autoportantes, com vãos de 3,25 m utilizando duas treliças em cada placa de 25 cm de largura e quatro de espessura, com o complemento no local de mais 9 cm de concreto, totalizando uma espessura final de 13 cm.

Fonte: Revista Techne

Primeiro de oito edifícios na comunidade, os dois blocos residenciais foram executados em estrutura metálica, sem fôrma ou escoramento.

Para viabilizar retrofit, mãos francesas escondidas em parede dão lugar a viga metálica dupla em edifício carioca
Demolição de divisórias para ampliar layout de edifício corporativo revelou existência de elementos estruturais de suporte à caixa dágua.
Romário Ferreira  Edição 227 - Fevereiro/2016

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Um dos edifícios mais antigos e conhecidos do Centro do Rio de Janeiro, o edifício Cardeal Leme foi construído na década de 1940 e está atualmente passando por um intenso processo de retrofit. A finalidade, conforme explica o engenheiro Marcelo Lopes, da Ciprol Engenharia, empresa responsável pela execução da obra, é modernizar instalações conforme as normas atualmente vigentes no País, inclusive as do Corpo de Bombeiros. Assim, foram instalados sprinklers e sistema de pressurização para as escadas de incêndio. Além disso, o edifício passou por reforma total da fachada, tendo ganhado novas esquadrias, e teve o layout dos andares modernizado, com derrubada de paredes para obtenção de salões abertos e, portanto, flexíveis para atender às necessidades do proprietário.
Conforme lembra Lopes, a demolição das paredes foi feita de baixo para cima – e, assim que os andares foram ficando prontos, já eram ocupados. Por isso, quando a construtora chegou ao último pavimento, o 21º, deparou-se com um elemento inesperado: duas mãos-francesas embutidas nas paredes. Com a finalidade de sustentar a carga de aproximadamente 60 t da caixa d’água posicionada exatamente acima delas, as mãos-francesas impediriam a obtenção da configuração desejada para o pavimento. Por isso, precisariam ser derrubadas. 
A empresa, então, contratou o engenheiro Marcello do Valle, da Projest Consultoria e Projetos, para desenvolver a solução que permitisse remover as mãos-francesas sem comprometer a segurança estrutural da edificação. A solução escolhida foi substituir os elementos em concreto por vigas metálicas duplas para cada apoio.
De acordo com Valle, um dos principais fatores levados em consideração para a decisão foi a questão do transporte de materiais. "Era um volume pequeno de serviço, mas que tinha implicações logísticas", pontua. Outro ponto importante era a necessidade de respeitar a altura do pé-direito determinado pelo projeto de arquitetura, de 2,96 m, fator determinante para a escolha do aço. "Trabalhamos com a altura permitida para não alterar o projeto arquitetônico nem interferir na altura do forro", explica Valle.

Aço segmentado
Embora o material a ser utilizado já estivesse definido, ainda era necessário resolver o problema de logística. Afinal, o vão tinha aproximadamente 9 m de extensão e não havia condições de içar os elementos a partir da fachada. O meio encontrado para levar o material até o 21o pavimento do edifício foi seccionar os quatro perfis em segmentos de 2 m que pudessem ser transportados pelo elevador convencional. "Demoramos de cinco a sete dias apenas para levar a estrutura metálica", lembra Cristina Pate, da Pateantelo Consultoria e Construção, empresa responsável pela execução da modificação estrutural levada a cabo na edificação.

A obra levou cerca de 60 dias corridos para ser concluída, conta Cristina. O prazo foi determinado, entre outros fatores, pela operação comercial do prédio, que não foi interrompida em nenhum momento. Assim, houve serviços que só puderam ser realizados à noite para evitar que o barulho incomodasse os escritórios durante o horário de expediente. Esse foi, lembra Lopes, da Ciprol, o principal empecilho. "A complicação maior foi utilizar e reformar o imóvel ao mesmo tempo", diz.
Com todos os segmentos já no andar de destino, iniciou-se o processo de soldagem para obtenção do elemento metálico definitivo. Em seguida, consoles metálicos foram fixados nos pilares e vigas de concreto que suportariam a viga metálica e, portanto, receberiam a carga da caixa d"água. De acordo com Cristina, não foi necessário promover nenhum tipo de reforço nesses elementos, pois não se tratava de carga adicional.

Como foram especificadas vigas duplas, as estruturas metálicas novas envolveram as mãos-francesas. Antes de ser iniciado o procedimento de corte desses elementos de concreto, a caixa d"água foi esvaziada para reduzir as cargas incidentes. Antes da demolição da mão-francesa, a viga de aço recebeu a proteção anti-incêndio, fundamental para elementos metálicos, conforme lembra Cristina. "O aço é o primeiro a perder resistência numa situação de incêndio", pondera.

Após a demolição das mãos-francesas, a caixa d'água foi preenchida novamente. Durante esse processo, um perfil metálico foi posicionado na mesma posição das mãos-francesas, lembra Valle. A finalidade era evitar problemas caso o novo elemento estrutural apresentasse deformação excessiva sob carga.


A existência de duas mãos-francesas em concreto no último pavimento, com a finalidade de suportar a caixa d’água imediatamente acima delas, impossibilitava a obtenção de um layout livre de interferências, conforme previa o projeto do retrofit. Após a montagem da viga metálica, as mãos-francesas foram demolidas, liberando o pavimento para o layout desejado
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Edifício Cardeal Leme - RJ
RESUMO DA OBRA
Edifício Cardeal Leme
Localização: Rio de Janeiro
Retrofit: Ciprol Engenharia
Projeto arquitetônico: Rio Arquitetura
Projeto estrutural da substituição das mãos-francesas: Projest Consultoria e Projetos
Execução da substituição estrutural: Pateantelo Consultoria e Construção

Fonte:http://techne.pini.com.br/  
http://www.metalica.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=88&id_jornal=6467&id_noticia=9975

Cobertura fluida

Estrutura ondulada de concreto que cobre os dois edifícios do novo Museu de Arte do Rio foi executada com fôrmas de isopor esculpidas artesanalmente

Ana Paula Rocha
Edição 193 - Abril/2013

Primeiro projeto do Porto Maravilha a ficar pronto, o Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, na região central da cidade, se destaca por sua cobertura fluida de concreto. Inspirada nas ondas do mar, a estrutura de 800 t tem uma projeção de 1,65 mil m² e espessura de 15 cm. Para sua construção, foram usados 70 t de aço e 320 m³ de concreto, moldado in loco em um processo que durou 13 horas ininterruptas e mobilizou cerca de 90 profissionais.

O principal desafio, no entanto, não foi a concretagem da estrutura, e sim a preparação das fôrmas para a sua execução. Para trazer à realidade o desenho criado pelo escritório Bernardes + Jacobsen Arquitetura, foi necessário adotar um sistema de fôrmas pouco convencional, com blocos de poliestireno expandido (EPS) especiais, resistentes a cargas de mais de 1t/m². A confecção ficou sob a responsabilidade do artista plástico e artesão Carlos Lopes, que coordenou uma equipe de 33 profissionais que trabalham em escolas de samba. Depois de utilizadas, as maiores peças de isopor foram doadas a agremiações do grupo especial e do grupo de acesso do Rio de Janeiro.

A cobertura une os dois prédios do MAR: o Palacete Dom João VI - construído em 1916 e tombado em 2000 pelo Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural - abriga o pavilhão de exposições; o edifício de estilo modernista ao lado, onde funcionavam o Hospital da Polícia Civil e o terminal rodoviário, acomoda as instalações da Escola do Olhar. Os edifícios também são ligados por uma passarela, que conecta o quinto andar da escola ao terceiro andar do palacete.

A construção do MAR, uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, recebeu R$ 79,5 milhões de investimentos, sendo R$ 65,5 milhões dentro do Projeto Porto Maravilha e o restante por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). A gestão do espaço é feita pelo Instituto Odeon.

Desafio estrutural
A cobertura do museu tem 25 m de largura por 66 m de comprimento e é apoiada em 37 pilares metálicos de seção circular, sendo 27 na Escola do Olhar e dez no palacete. Com alturas que chegam a até 8,30 m, os pilares do palacete têm diâmetro de 273 mm e os da Escola do Olhar, de 168 mm (exceto dois que estão na borda, que também têm 273 mm). Na interface com a laje ondulada, a união e o travamento com cada pilar se dão por meio de uma chapa circular de 16 mm de espessura e 268 mm de diâmetro externo, cravada com oito stud bolts de 20 mm de diâmetro. Nas zonas baixas da cobertura, os pilares são vazados (com paredes variando de 7,1 mm a 19,2 mm) para fazer a captação da água da chuva.



O carregamento adicional da nova laje de cobertura demandou reforço estrutural no prédio do palacete, onde foram instalados pilares metálicos próximos aos pilares da periferia do prédio. "Entendeu-se que as alvenarias não suportariam os esforços e foram criados novos pilares metálicos, internamente ao prédio, junto às paredes existentes, com fundações em estaca raiz", explica Geraldo Filizola, projetista estrutural da Cerne Engenharia e Projetos. O edifício da Escola do Olhar não precisou ser reforçado.

Além da cobertura, a passarela metálica que une os dois prédios foi outro desafio para os projetistas estruturais. A estrutura se projeta em balanço a partir das fachadas oeste com um comprimento total de 48 m. No trecho de 7 m engastado no prédio da Escola do Olhar, a estrutura apresentava significativos esforços de tração no banzo superior e de compressão no banzo inferior. Isso exigiu o reforço dos pilares alinhados à passarela, assim como o das duas linhas de pilares vizinhos.

Segundo Filizola, o reforço nos pilares foi feito com barras adicionais, e a viga tracionada foi protendida. Já no prédio do Palacete, que também precisou ser reforçado, foi criada uma laje, que se projetava em balanço para fora do prédio para apoiar a passarela. Essa laje era um prolongamento da estrutura de uma escada de concreto, que foi construída nessa obra com fundações independentes do palacete.

Devido ao formato da cobertura e dos reforços no prédio, segundo Geraldo Filizola, o projeto do MAR foi analisado em quatro programas de análise estrutural e revisado por outros três profissionais: Julio Timmerman, da Engeti, e Gilberto do Valle e Marcelo do Valle, da Projest.

Fonte:http://techne.pini.com.br/

Cobertura fluida - Téchne

Finalista VIII Prêmio Talento - Engenharia Estrutural 2010

Finalista Categoria-Pequeno Porte Prêmio Talento Residência Leblon 2010

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Categoria: Obras de Pequeno Porte
Engenheiro: Marcello Graça Couto do Valle
Obra: Residência no Leblon - Rio de Janeiro (RJ)

Apesar de ser um projeto de pequeno porte, a residência conta com três estruturas: Laje lisa convencional para o teto do subsolo, de modo a diminuir a subpressão devido ao lençol freático; uso de protensão no teto do térreo, a fim de solucionar os grandes vãos de até 15 m; e estrutura metálica na cobertura para diminuir a carga na transição.


Pontes estaiadas: novidades no Brasil

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Os resultados do III Congresso Nacional de Pontes e Estruturas revelam: a principal tendência para este setor da construção civil no país são as pontes estaiadas

A China, um dos países mais desenvolvidos economicamente do mundo, foi um dos primeiros a investir na tecnologia de pontes estaiadas. No Brasil, o setor de obras de arte da construção civil está em crescimento devido a um melhor planejamento e qualidade na execução das obras.
Esta é a principal tendência para o Brasil, resultado de um encontro entre 250 profissionais da área de engenharia e arquitetura do país e do exterior, no III Congresso Nacional de Pontes e Estruturas, realizado no final do mês de abril, no Rio de Janeiro, pela ABPE (Associação Brasileira de Pontes e Estruturas) e pelo grupo brasileiro da IABSE (Associação Internacional de Engenharia Estrutural).

Pontes estaiadas​
O conceito de pontes estaiadas no Brasil pode ser considerado moderno. O modelo estaiado é uma opção de tecnologia para a construção de pontes, além dos modelos de ponte fixa e ponte pênsil. A sustentação dos tabuleiros é feita através de cabos de aço fixados em pilares de concreto moldados no local. A fixação dos cabos pode ser feita em forma de leque – um ponto fixo no pilar, ou forma de harpa – cabos paralelos partindo de vários pontos do pilar. “Hoje, no Brasil, há um investimento maior nesse tipo de estrutura, tanto do setor público como do privado, porque os órgãos públicos e as empresas estão percebendo o potencial da construção civil e isto tem contribuído, significativamente, para o desenvolvimento das regiões onde as pontes são contruídas”, destaca Gilberto do Valle, presidente da Associação Brasileira de Pontes e Estruturas.

Congresso
Entre vários projetos e estudos apresentados durante o III Congresso Nacional de Pontes e Estruturas, Valle destacou os que apontaram o uso de concreto de alto desempenho, de alta resistência e auto adensável, indicados para concretagem de peças densamente armadas e estruturas pré-moldadas de grandes obras, como a ponte Octávio Frias de Oliveira, que atravessa o rio Pinheiros, em São Paulo. Esta ponte estaiada tem como base um único pilar central em forma de “xis” e a distribuição dos cabos foi projetada em forma de leque.
Outro destaque do congresso foram os projetos apresentados das pontes sobre o rio Negro, no Amazonas, onde foi utilizado concreto resfriado e um volume de 2.800 sacos de cimento por estaca; e o projeto da ponte sobre o rio Poty, em Terezina (PI), a primeira ponte do mundo com mirante e elevadores panorâmicos instalados em um pilar central.

Ambos os projetos foram feitos no estilo de pontes estaiadas que se tornaram referência nacional e internacional, como explica o presidente da ABPE. “Esta é, sem dúvida, a maior tendência do Brasil. Mas, precisamos entender que, as medidas discutidas e vistas durante o congresso, servem de base para novos empreendimentos. No entanto, a mudança de aplicação dessas tendências na construção civil de estruturas e pontes não é súbita e sim, gradativa”, avalia.
O Congresso Nacional de Pontes e Estruturas é realizado de dois em dois anos no Rio de Janeiro, mas há uma grande expectativa dos organizadores de que o próximo, em 2012, também aconteça em São Paulo, abrindo as possibilidades de discussão de obras e análise de futuros projetos entre associações, como o Ibracon (Instituto Brasileiro de Concreto) e profissionais da área.
Está marcado para setembro o Congresso Internacional de Estruturas e Pontes, em Veneza, na Itália. A ABPE já está acompanhando engenheiros brasileiros que irão participar expondo projetos feitos aqui no Brasil. Ainda não foram divulgados os trabalhos do Brasil inscritos no Congresso Internacional.

Pontes e concreto

De acordo com o presidente da ABPE, há também uma questão muito importante e que deve ser implantada por engenheiros na execução de uma obra: um planejamento para evitar o chamado colapso progressivo. Este estudo foi debatido durante o Congresso no Rio de Janeiro e traz uma abordagem voltada para o cuidado na construção. Segundo Gilberto do Valle, com o passar do tempo a estrutura de uma ponte pode ir se deteriorando e, por isso, antes de construir um empreendimento como esse se deve projetar levando em conta as forças da natureza. “Nestes casos, a escolha do material como o concreto, pode ser fundamental para a qualidade da obra”, revela.
Outro fator importante destacado por ele é com relação à sustentabilidade. “Qualquer material utilizado numa obra de ponte, vai gerar algum impacto ao meio ambiente”, diz. Ainda segundo Gilberto do Valle, esses congressos nacionais são de extrema importância para o setor, uma vez que a construção de obras de arte no país tem sido melhor planejada. “Tenho uma impressão positiva quanto ao crescimento de estruturas de pontes. Há mais qualidade nos processos contrutivos de pontes no Brasil e, por isso, vejo um volume maior de obras em várias regiões.”, afirma.

Entrevistado
Gilberto Barbosa do Valle – Presidente da ABPE (Associação Brasileira de Pontes e Estruturas)
E-mail: gdovalle@projest.eng.br
Site: www. abpe.org.br
GLOSSÁRIO:
Obras de arte – estruturas da construção civil realizadas de forma única, especial, como, por exemplo, pontes e viadutos;

fonte:cimentoitambe.com.br
Reportagem 

Finalista Prêmio Talento - Hotel Londres, Angra dos Reis 

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Finalista Categoria- Pequeno Porte Prêmio Talento Hotel Londres 2009

Reforma e Ampliação Estrutural do Prédio do Hotel Londres 
Angra dos Reis (RJ)
O projeto de modificação previa a construção de mais um pavimento, trocando o uso de Hotel para Escritórios, galeria de lojas no térreo e instalação na cobertura de caixas d'água e casas de máquinas.
Engenheiro: Gilberto Mascarenhas do Valle
Construtora: CMN Engenharia
Finalistas Talento Engenharia  2009
Talento Reconhecido
Fotos
Dentre os trabalhos que o engenheiro prefere estão o Edifício da Academia de Letras do Rio de Janeiro, de autoria do arquiteto Maurício Roberto – “este foi um projeto em que eu e o arquiteto nos sentamos diariamente para definir as melhores soluções para o projeto”, e as três sede dos Correios, para o Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Sobre Oscar Niemeyer, ele é enfático: “Com ele não tem jeito. Tem de ser feito exatamente o que ele quer”, diz Mascarenhas Barbosa que já projetou 15 obras para Niemayer, o qual costuma indicar pessoalmente o calculista de sua preferência.
A seu ver, o importante na relação entre projetista, arquiteto ou construtor é o atendimento às demandas do cliente, com soluções estruturais que sejam as mais adequadas, com presteza e economia. “Acima de tudo é uma relação de confiança no profissional”, finaliza.

O Centro Cultural

Localizado em Goiânia, o Centro Cultural “Oscar Niemeyer” emergiu como um dos atrativos principais na comemoração do centésimo aniversário de Oscar Niemeyer. A obra foi uma encomenda do então governador do estado de Goiás Marconi Pirililo, com o objetivo de homenagear o arquiteto e criar um monumento aos Direitos Humanos.
O curioso é que o centro foi o primeiro projeto de Niemeyer em Goiânia (GO), mestre que desenvolveu a concepção arquitetônica de Brasília idealizada por Lúcio Costa. O empreendimento localiza-se na área sudoeste da cidade, às margens da BR 352, cujo o perfil tipicamente rural começa a dar lugar a uma nova rota de ocupação e desenvolvimento da cidade, em parte, estimulado pelo próprio empreendimento.
São quatro prédios principais que somam 17 mil m², distribuídos em extensa área plana de 26 mil m², formando um conjunto arquitetônico misto e diferenciado que remete às formas clássicas da geometria. O Museu tem formato cilíndrico; o monumento aos Direitos Humanos tem forma piramedal; o teatro surge em formato de cúpula e o prédio da administração em forma retangular. Eles estão dispostos sincronicamente no terreno, de maneira a marcar os quatro vértices, deixando ao meio uma praça central de transição.
O arquiteto João Niemeyer, sobrinho de Oscar, ressalta como um dos principais aspectos a proporção dos edifícios e a harmonia do conjunto, além da elemento central de ligação entre eles através da praça e o próprio espaçamento entre os edifícios. Também destaca o arrojo estrutural dos, que aplica elementos já dominantes na obra de Oscar Niemeyer, como os balanços e vãos, em escala monumental.

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Cálculo Exímio

Para o calculista Gilberto Mascarenhas Barbosa do Valle, os prédios mostram o apego do mestre à questão das formas, que sempre marcou o trabalho do arquiteto, além dos elementos como vãos livres de grandes dimensões, mezaninos extensos e coberturas em formato cilíndrico. Para o trabalho de cálculo, o projetista apoiou-se nas ferramentas SAP e TQS, além de contar com o suporte da Warre Engenharia.
Gilberto do Valle ressalta a concepção estrutural e os processos executivos especiais, que permitiram a execução das formas diferenciadas. “A esbelteza e a deformalidade das estruturas foram nosso desafio exigindo operação exímia da Warre Engenharia, que contou com uma equipe de consultores da Universidade Federal de Goiás”.
O teatro é formado por uma cúpula de 60 m de diâmetro e 20 m de altura, em concreto armado, com um balcão de 9 m de balanço engastado na casca da cúpula. O escoramento foi realizado com vigamento de transição em treliças de aço apoiadas em um pilar central de tubos de aço com 9m de diâmetro na periferia, o que permitiu a continuidade do trabalho sob a mesma e controle rigoroso do cimbramento.
O prédio da Administração possui cinco andares sobre sub-solo, com vãos de 15m e balanços extremos de 7,5 m. Caracteriza-se pela estrutura protendida de 120 m de extensão, sem juntas e com balanços de 7,5 m, que exigiu uma programação rigorosa. O calculista explica que não há juntas de dilatação apesar de seu comprimento total de 120 m. As vigas principais longitudinais possuem 60 cm de altura, protendidas com fck = 40 Mp. As vigas transversais de mesma altura são de concreto armado e tem um vão central de 9,4 m, com balanços de 2,80 m cada. A fundação foi realizada em solo firme, exceto na área próxima ao Museu onde foram usados tubulões.
O Museu constitui-se de uma estrutura cilíndrica de 35 cm de diâmetro, apoiada em paredes de concreto periféricas de 20 cm de espessura. A cobertura da laje é protendida, nervurada, com 90 cm de altura com mezanino – uma estrutura convencional – apoiando-se na parede periférica e em tirantes vindos da cobertura. O acesso a este mezanino se faz por uma rampa em forma curva, com vão de cerca de 18 m (um caixão com três nervuras principais).
O piso do museu atua como estrutura de transição para as cargas vindas das paredes periféricas, que se transferem para o pílar central de 9m de diâmetro (concreto celular de 80 cm de largura). “essa estrutura de transição foi realmente o ponto culminante, uma vez que foi feita por partes, já que a cobertura e o mezanino jogavam suas cargas para a ponta dos balanços. assim, a aferição do atirantamento do mezanino com as flechas na cobertura também foi de grande importância”, diz o calculista. esta estrutura em concreto protendido tem 13m de balanço em todo o contorno do pilar;a altura é de 1,20m e fck=50 mpa. foram usados cabos de 19 5/8 cp 190 rb. “tratou-se de um trabalho bastante complicado, tendo em vista a necessidade de cruzamento.

fonte: O Empreiteiro Edição no. 459


Centro Cultural "Oscar Niemeyer"- Goiânia
Para valorizar o movimento
Fotos

Luiz Antônio Rangel e Ricardo Macieira - Centro Coreográfico do Rio de Janeiro

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O Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, desenhado pelos arquitetos Luiz Antônio Rangel e Ricardo Macieira, ocupa parte das instalações de uma antiga fábrica de cerveja. O projeto conservou a imagem externa da edificação, considerada um marco na memória da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.
A solução concentra as intervenções nos interiores, para adequá-los às especificações do novo programa. Ao projetar uma unidade do hipermercado Extra, no térreo e no primeiro andar das antigas instalações da cervejaria, os arquitetos sugeriram ao grupo controlador Pão de Açúcar que cedesse à prefeitura carioca a utilização cultural da parte alta do prédio,
inapropriada ao novo uso. Com o sinal verde da empresa, ele buscou uma parceria com a Secretaria Municipal das Culturas. Foi assim que nasceu o complexo cultural, inaugurado no segundo semestre de 2004. O centro, dedicado ao estudo e pesquisa da dança, promove intercâmbios com artistas e especialistas, forma bailarinos, coreógrafos e diretores, além de produzir espetáculos. O espaço de 3800 metros quadrados é composto por salas de dança e ensaio; centro de memória com biblioteca, videoteca e bancos de dados; sala de múltiplo uso, para conferências, seminários etc.; apartamentos para visitantes; sala de exposições/galeria de arte; loja de material de dança, café, auditório para 300 pessoas e administração/serviços. O programa foi acomodado na totalidade do segundo ao sexto andares. A antiga fábrica é composta por dois volumes ligados: o primeiro, erguido entre 1904 e 1914, abrigou a Hanseática, a primeira cervejaria do Rio; o segundo, dos anos 1940, foi construído pela Christiani Nielsen, responsável por várias instalações industriais do período. “O bloco da Hanseática é um edifício eclético, com um tramo nos dois primeiros pavimentos e o resto da fachada em arcos romanos imitando tijolos, com mais dois pavimentos no torreão central”, descreve Rangel. Ali, os interiores estavam divididos irregularmente. “Só  se salvava o salão do segundo pavimento, com esbeltas treliças de concreto”, recorda o arquiteto. O volume da década de 1940 fica na lateral do primeiro e, além do pavimento de acesso, possui quatro andares-tipo. “Ele tem fachadas semidéco, embasamento em pilares largos, tratamento vertical de cheios e vazios nos demais pavimentos, beiral saliente e telhado aparente com quatro águas. Os interiores são amplos e livres, com grandes pés-direitos”, diz Rangel.

Ficha Técnica

Centro Coreográfico do Rio de Janeiro
Local - Rio de Janeiro, RJ
Projeto - 2002
Conclusão da obra - 2004
Área do terreno - 3 720 m2
Área construída - 3 820 m​2
Arquitetura - Luiz Antônio Rangel e Ricardo Macieira
Estrutura - Gilberto Mascarenhas Barbosa do Valle
Instalações - Hamilton Caetano da Silva
Acústica e cênica - Robson Gonçalves da Silva
Ar condicionado - UGC
Construção - Sanerio
Fotos - Celso Brando
Henock de Almeida - Memorial Getúlio Vargas, Rio de Janeiro
Ana Paula Polizzo, André Lompreta, Gustavo Martins, Marco Milazzo e Thorsten Nolte - Museu das Telecomunicações, Rio de Janeiro-RJ
Archi 5 Arquitetos Associados - Centro de pesquisa do Jardim Botânico, Rio de Janeiro-RJ
Marcello Magdaleno - Casa noturna, Rio de Janeiro-RJ
Pontual Arquitetura e Robert Stern Architects - Torre Almirante, Rio de Janeiro-RJ
Pontual Arquitetura e Robert Stern - Fachada da Torre Almirante, Rio de Janeiro-RJ

Centro Coreógrafo - Rio de Janeiro
O restauro das fachadas foi baseado em pesquisa iconográfica e levantamento da pintura original. Atrás do conjunto, sobre o prédio do hipermercado, fica o volume das salas de dança - chamado de anexo -, sobre o qual existiam duas cúpulas, demolidas. Rangel propôs uma releitura desse elemento com a estrutura metálica que ´poderá ser coberta por lona. O projeto foi elaborado de forma a garantir entrada e operação independentes ao espaço cultural. Externamente, o ingresso ao hall e portaria se dá por rampa e plataforma diante da escada.
Esse acesso deveria contornar a sala de espetáculos - não construída -, passando também pela loja de dança e café, o que, na opinião de Rangel, favoreceria a integração com o público externo – “mas não se construiu a sala nem se liberaram as lojas”, observa. A entrada ocorre, de fato, no terceiro andar, ocupado pelo centro de memória e sala de reuniões. Do terceiro pavimento, pela escada do vazio do bloco da Hanseática, atinge-se o andar inferior, onde
estão hall de serviço, foyer, camarins para bailarinos e a sala de dança, que, “na falta da sala de espetáculos projetada, tornou-se espaço cênico”, informa o arquiteto. No quarto piso ficam, além da sala de exposições, mais duas salas de dança (no anexo). No pavimento superior (quinto), ao qual se chega por elevador, está a administração. No último ficam os apartamentos para visitantes, com quartos no mezanino.

Texto resumido a partir de reportagem
de Adilson Melendes
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 301 Março de 2005

De braços abertos para todos
Maurício Prochnik
Acesso ao Cristo Redentor, Rio de Janeiro-RJ

Ícone da paisagem carioca, o Cristo Redentor agora conta com elevadores e escadas rolantes que levam ao mirante. O projeto criou o acesso mecanizado que conduz o turista do estacionamento ou da estação do trem até a base do monumento, vencendo os 220 antigos degraus e a altura de 39,40 metros existente. O acesso se dá por uma torre de 30 metros de altura, com três elevadores, sustentada por estrutura
metálica encapsulada por blocos de concreto e revestida por vidros e painéis metálicos do tipo sanduíche. Também foram construídas passarelas metálicas, sustentadas por outra estrutura, com aproximadamente quatro metros de largura e quatro escadas rolantes, com capacidade de tráfego para 9 mil pessoas por hora.  A torre dos elevadores está junto a uma reentrância natural da rocha. Para minimizar os impactos da obra, os blocos de fundação de concreto armado foram
empregados somente na encosta rochosa. Já a estrutura dos elevadores, concebida com perfis de chapas soldadas e de chapas dobradas de aço, tem esbeltez natural e travamento inclinado entre os nós para evitar oscilações decorrentes da ação das cargas de vento e suas turbulências. Com as fundações previstas sobre rocha, a meia altura, foi executado um travamento horizontal para a encosta muito próximo da torre que ajuda no aspecto das oscilações horizontais. Outra premissa básica do projeto de arquitetura foi conceber esquadrias que não interferissem na paisagem. Para a caixa de elevadores, foram adotados perfis com vidro laminado verde de 14 milímetros (8 milímetros verde + 6 milímetros incolor). Perfis tubulares de alumínio ancorados em estrutura metálica colaboram com as exigências de dilatação térmica e asseguram a estanqueidade na marquise do primeiro nível, feita com estrutura metálica e vidros duplos. Essa interface ocorre por meio de mantas de EPDM, que evitam o atrito entre os metais e a passagem de cargas térmicas pelo vidro. As esquadrias instaladas nos fechamentos receberam vidros insulados de 22 milímetros (laminado externo de 10 milímetros na cor verde + câmara de 12 milímetros + laminado interno de 10 milímetros incolor). Já as passarelas foram executadas com laje prémoldada, sustentadas em longarinas metálicas que, por sua vez, apóiam-se em pilares metálicos travejados e espaçados cerca de cinco metros. As bases desses pilares metálicos são em concreto, e o fato de estarem devidamente cravadas na rocha da encosta permitiu a redução de sua dimensão aparente.
O estudo e o relatório de impacto ambiental foram feitos pelo núcleo de geotecnologia ambiental da PUC/RJ e aprovados pela Feema, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ibama, Iphan, Arquidiocese do Rio de Janeiro e Fundação Roberto Marinho. Também foram construídos novos sanitários públicos, salas para a guarda municipal e para controle predial, instalado novo mobiliário urbano e executados a recuperação paisagística e o projeto de sinalização.
O acesso mecanizado leva turistas com dificuldades de locomoção do estacionamento ou da estação do trem até o mirante.
Ficha Técnica
Obra: acesso mecanizado ao mirante do Cristo Redentor
Local: Rio de Janeiro, RJ
Projeto: 2001
Conclusão da obra: 2003
Equipe técnica
Arquitetura: Maurício Prochnik
Consultor de arquitetura: Jorge de Souza Hue
Gerenciamento: Quorum (primeira fase) e Engineering (segunda fase)
Estrutura: Projest
Esquadrias: QMD Consultoria, Igor Alvim
Perfis de alumínio: Alcoa
Vidros: Guardian
Alfredo Del Bianco - Residência, São Bernardo do Campo-SP
Sérgio Assumpção - Edifício Brigadeiro II, São Paulo-SP
André Luiz Prado e Bruno Santa Cecília - Proposta para o Centro Histórico de Santana do Parnaíba - SP
Alberto Campo Baeza - Sede da Caja General de Ahorros, Granada-Espanha
Baggio Pereira & Schiavon Arquitetura - Edifício comercial World Business, Curitiba-PR
Aflalo & Gasperini Arquitetos - Edifício New Century, São Paulo-SP
Cristo Redentor - Rio de Janeiro